ALERTA NA SAÚDE: ESTUDO REVELA QUE PIORES CURSOS DE MEDICINA SÃO MAIS NOVOS E TÊM POUCOS DOUTORES

O que define a qualidade de um médico? Um estudo inédito do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps) acendeu um sinal de alerta sobre a formação de novos profissionais no Brasil. Segundo a análise, os cursos de Medicina com pior desempenho no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) compartilham características preocupantes.

🔍 O PERFIL DAS NOTAS BAIXAS (1 E 2):

• Recém-criados: A maioria desses cursos foi aberta a partir de 2018. Enquanto cursos antigos (até 2012) têm alta performance, os novos sofrem para atingir a média.

• Corpo Docente: Nessas instituições, apenas 25% dos professores possuem doutorado e dedicação integral.

• Localização e Gestão: Estão concentrados em cidades de até 100 mil habitantes e são, em sua maioria, de instituições privadas com fins lucrativos.

• Judicialização: Muitos desses cursos foram abertos por decisões judiciais, contornando exigências técnicas do Ministério da Educação (MEC).

💡 O CONTRASTE DO SUCESSO

No caminho oposto, as faculdades com notas 4 e 5 (as mais altas) estão em cidades grandes, são majoritariamente públicas (federais ou estaduais) e possuem mais de 75% de professores doutores em regime de tempo integral.

O Ieps é enfático: se as deficiências de aprendizado e estrutura persistirem, essas faculdades devem ser fechadas. O MEC reforçou que a abertura de cursos por via judicial tem “distorcido a política pública”, permitindo graduações sem campos de prática adequados (hospitais escola).