A Operação Unha e Carne ganha novos e graves contornos. Além da mala de dinheiro apreendida, novos detalhes da investigação da Polícia Federal revelam um esquema de corrupção que teria tentado desviar recursos diretamente dos cofres de uma escola estadual na Região Noroeste Fluminense. Segundo um diretor da unidade, ele sofreu intensa pressão do grupo do deputado estadual Thiago Rangel (Avante) para liberar R$ 200 mil de verbas escolares.
🔍 O ESQUEMA E A COERÇÃO:
O Objetivo: O dinheiro, segundo o depoimento do servidor, seria utilizado para abastecer a campanha eleitoral de Thamires Rangel em 2024, em Campos dos Goytacazes.
O Modus Operandi: A estratégia envolvia a emissão de uma nota fiscal falsa por serviços não prestados. O diretor foi pressionado a autorizar o pagamento sob a promessa de que o valor seria “devolvido” em 15 dias.
Ameaça por Vídeo: Após se recusar a cometer a fraude, o diretor afirma que recebeu uma videochamada do assessor do deputado, identificado como Luis Fernando (o “pastor”), na qual o próprio Thiago Rangel apareceu para pressionar pela liberação da verba.
Coação em Rede: A denúncia relata que a prática não era isolada. Outros diretores da rede estadual estariam sendo coagidos a pagar propinas em parcelas (30%, 40% e 30%) sob a ameaça constante de represálias.
⚖️ O OUTRO LADO
Em nota, a defesa do deputado Thiago Rangel nega todas as acusações, classificando-as como “absolutamente inverídicas”. Os advogados sustentam que o parlamentar é inocente, que a investigação se baseia em denúncias anônimas sem verificação e que os valores em espécie apreendidos anteriormente são fruto da atividade empresarial do deputado no setor de combustíveis. A defesa também criticou o vazamento de documentos sigilosos, chamando o caso de uma tentativa de “condenação prematura”.
fonte: folha 1
