A Polícia Federal indiciou o deputado estadual afastado Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, por suposto vazamento de informações à facção Comando Vermelho. Outras três pessoas também foram indiciadas.
📌 O que aponta a investigação
Segundo a PF, TH Jóias teria utilizado o mandato parlamentar para favorecer o crime organizado, intermediando a compra e venda de drogas, fuzis e equipamentos antidrones destinados ao Complexo do Alemão. Ele também é acusado de indicar para cargo parlamentar a esposa de Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, apontado como traficante e preso.
A investigação sustenta que houve obstrução no âmbito da Operação Zargunq, que apura a relação de TH com o Comando Vermelho. Trocas de mensagens entre Bacellar e TH Jóias são apresentadas como indícios do possível vazamento.
Defesa nega irregularidades
Em nota, o advogado Daniel Bialski, que representa Bacellar, afirmou que não há elementos probatórios que sustentem as acusações e classificou o indiciamento como “arbitrário e abusivo”.
Em dezembro, Bacellar foi preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sob suspeita de envolvimento no vazamento de informações sigilosas relacionadas à prisão de TH Jóias.
Foram realizadas buscas em endereços ligados ao parlamentar, incluindo imóveis em Botafogo, Campos dos Goytacazes e Teresópolis, além do gabinete na Alerj.
